O DEUS VERDADEIRO
Este comentário refere-se ao capítulo 2 da Confissão de Fé Batista de 1689 conforme publicado no site Bom Caminho.
A doutrina sobre a pessoa de Deus parece ser algo aceito por todos e na qual não há problema. Aí é que está o engano. Talvez seja exatamente essa a doutrina mais distorcida entre todas as outras. E é da distorção dessa doutrina que procedem todas as outras distorções.
Temos que lembrar que o homem é um contumaz criador de ídolos. Um idólatra compulsivo. Assim, ele distorce a Deus para que este se adapte às suas preferência e expectativas em relação à divindade. Mas não pode ser assim com o cristão bíblico. Este ouve reverentemente qual é a verdade a respeito do Senhor.
As pessoas aceitam facilmente os atributos de Deus que parecem favorecer o estado pecaminoso em que vivem: amantíssimo, misericordioso, pronto a perdoar, gracioso. Também são bem aceitos aqueles atributos que não lhes afetam: invisível, eterno, infinito. Mas outros são rejeitados:
O artigo 2o do capítulo indica que Deus é o gerador e mantenedor de tudo que há. E Ele pode dispor de tudo que criou como bem entender. E Ele sempre o faz para a Sua própria glória. Nisso ele é absolutamente soberano. O homem em pecado também não "engole" muito bem esses conceitos.
É obrigação de toda criatura prestar adoração ao Seu Criador e isso só porque Ele quer assim. O homem não gosta disso. Ele se sente um "pequeno deus" que quer adorar e servir a si mesmo e, se possível, fazer com que outros façam o mesmo. A doutrina da Soberania absoluta de Deus, que faz com que Deus seja realmente Deus, é abominável ao coração rebelde do homem pecador.
Sobre a doutrina da Trindade falarei na próxima postagem.
A doutrina sobre a pessoa de Deus parece ser algo aceito por todos e na qual não há problema. Aí é que está o engano. Talvez seja exatamente essa a doutrina mais distorcida entre todas as outras. E é da distorção dessa doutrina que procedem todas as outras distorções.Temos que lembrar que o homem é um contumaz criador de ídolos. Um idólatra compulsivo. Assim, ele distorce a Deus para que este se adapte às suas preferência e expectativas em relação à divindade. Mas não pode ser assim com o cristão bíblico. Este ouve reverentemente qual é a verdade a respeito do Senhor.
As pessoas aceitam facilmente os atributos de Deus que parecem favorecer o estado pecaminoso em que vivem: amantíssimo, misericordioso, pronto a perdoar, gracioso. Também são bem aceitos aqueles atributos que não lhes afetam: invisível, eterno, infinito. Mas outros são rejeitados:
- "O Senhor nosso Deus é somente um, o Deus vivo e verdadeiro": Quantas vezes já ouvimos que todas as religiões são boas e que todos os caminhos levam a Deus. Deuses com características diferentes e ensinamentos diferentes são deuses diferentes. Mas há somente um e ele é o único Deus verdadeiro. Os outros são farsas.
- "cuja essência por ninguém pode ser compreendida, senão por Ele mesmo": hoje qualquer otário vai pra TV explicar tudo sobre Deus. Parece piada...
- "imutável": Ele não muda. O homem gosta de pensar que manipula a pessoa de Deus com suas orações, ou sacrifícios ou ainda com seus rituais. Não é isso que a Bíblia diz. A insignificância da criatura em nada pode afetar os eternos desígnios do Criador. Ele "não precisa de nenhuma das criaturas que fez, nem delas deriva glória alguma".
- "completamente livre e absoluto, operando todas as coisas segundo o conselho da sua própria vontade, que é justíssima e imutável, e para a sua própria glória": Deus faz o que quer, quando quer e como quer. Nada nem ninguém pode impedi-lO de nada. Ele sempre faz tudo de acordo com sua vontade que é santa, justa e imutável. E tudo o que Ele faz, faz para Sua própria glória.
- "o recompensador daqueles que o buscam diligentemente": Ele se revela àqueles que o buscam. O homem moderno com seu ateísmo materialista espera encontrar a Deus, mas provavelmente ouvirá dele: "Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade." (Mt 7:23)
- "contudo justíssimo e terrível em seus julgamentos, odiando todo pecado, e que de modo nenhum inocentará o culpado": Ele não perdoa o pecador. A Bíblia ensina que se não fosse a inclusão dos eleitos em Cristo, todos os seres humanos estariam mortos eternamente. A justiça divina exige que aqueles que não vem à Cristo em arrependimento e fé perecerão. E será o próprio Deus que terá que condená-los porque o pecado que há neles assim exige. Poucas pessoas gostam de incluir esse atributo nos seus "ídolos do lar".
O artigo 2o do capítulo indica que Deus é o gerador e mantenedor de tudo que há. E Ele pode dispor de tudo que criou como bem entender. E Ele sempre o faz para a Sua própria glória. Nisso ele é absolutamente soberano. O homem em pecado também não "engole" muito bem esses conceitos.
É obrigação de toda criatura prestar adoração ao Seu Criador e isso só porque Ele quer assim. O homem não gosta disso. Ele se sente um "pequeno deus" que quer adorar e servir a si mesmo e, se possível, fazer com que outros façam o mesmo. A doutrina da Soberania absoluta de Deus, que faz com que Deus seja realmente Deus, é abominável ao coração rebelde do homem pecador.
Sobre a doutrina da Trindade falarei na próxima postagem.



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